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Após nove dias de muito cinema, com mais de 70 sessões com exibições de 159 filmes de todo o mundo, o 13º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte encerrou sua programação competitiva na noite deste sábado com o anúncio dos curtas vencedores em quatro categorias: Minas, que reúne apenas filmes de realizadores mineiros; Brasil, com os filmes feitos por mineiros e realizadores de todo o país; Internacional, com os filmes de todo o mundo; e Júri popular, que revela os melhores filmes sob o olhar do público.
Durante nove dias de Festival, mais de 4.000 pessoas passaram pelo Cine Humberto Mauro e pela Sala Juvenal Dias, participando das exibições de diferentes curtas nacionais e internacionais, além de onze debates com os realizadores, duas oficinas e dois workshops, todos gratuitos. A cerimônia de premiação elegeu os melhores filmes sob o olhar do júri especializado e do público. Os vencedores receberam o troféu BDMG Melhor Curta, além de prêmios em dinheiro e benefícios oferecidos por parceiros do Festival.
A programação competitiva terminou neste sábado, mas os curtas continuam no domingo. CLIQUE AQUI e confira a programação do último dia de #FestCurtasBH.
Veja abaixo a lista com os vencedores e os comentários do júri sobre cada filme:
PRÊMIOS DE PÚBLICO – JÚRI POPULAR
Melhor curta – Competitiva Minas - O Céu no Andar de Baixo (dir. Leonardo Cata Preta, Brasil)
Melhor curta do Festival - Opale Plage (dir. Marie-Eve de Grave, Bélgica)
PRÊMIOS DO JÚRI OFICIAL
Competitiva Minas
Menções Honrosas - O Céu no Andar de Baixo (dir. Leonardo Cata Preta, Brasil) - La Lira de Maurília (dir. Alonso Pafyeze, Brasil) Pela poesia, criatividade e descoberta de personagens únicos e cativantes, o júri decidiu conceder menção honrosa aos filmes “O céu no andar de baixo” e “La lira de Maurília”. (texto do júri)
Melhor curta - Não Há Cadeiras (dir. Pedro di Lorenzo, Brasil) Pela bem sucedida apropriação da linguagem cinematográfica na criação de um universo exasperante, onde a alegoria ganha força por sua originalidade. (texto do júri)
Competitiva Brasil
Melhores Curtas - Canoa Quebrada (dir. Guilerme Martins, Brasil/ SP) O ímpeto por uma direta e pessoal expressão, que proporciona um uso criativo dos limites do estilo “do it yourself” de filmar, junto de uma sincera atitude “punk” e um surpreendente senso de humor, são os ingredientes da verdadeira e original fórmula que permitem ao diretor endereçar-se de maneira despretensiosa e inventiva a um assunto tradicionalmente triste e uma indagação autobiográfica. Ao espectador é oferecida a chance de repensar nossa maneira de observar os valores e relações familiares, abandonando os julgamentos, enquanto o diretor encontra, durante seu processo de filmar, suas próprias soluções, tanto como um cineasta quanto como um filho. (texto do júri)
- A Felicidade dos Peixes (dir. Arthur Lins, Brasil/ PB) O filme faz uso de materiais audiovisuais heterogêneos e referências para posicionar o protagonista, suas memórias e sentimentos, ou quem sabe mesmo sua ausência, em diversas camadas, deixando para o espectador a tarefa de vivenciá-los em sua dramática complexidade. Solidão, um assunto, em si, nada original, é apenas um ponto de partida para a exploração efetiva da perda de sua história pessoal e relacionamentos, e sua tentativa desesperançosa de reconciliar-se com eles. (texto do júri)
- Praça Walt Disney (dir. Sérgio Oliveira e Renata Pinheiros, Brasil/ PE) Nesse esclarecedor filme-ensaio, que transpõe as regras e limites da filmagem documental, uma praça em uma moderna metrópole brasileira se torna não apenas a travessia de milhares de carros, o pretexto de uma disputa política entre inclusão e segregação, e o palco onde se manifesta toda uma estrutura social na qual ocorre um hiper-desenvolvimento arquitetônico, mas o lugar em que as refinadas referências à história do cinema, à cultural popular global e à modernidade de um país como o Brasil são confrontadas com seu próprio mito. (texto do júri)
Competitiva Internacional
Menção Honrosa - Pude Ver un Puma (dir. Eduardo Wiliams, Argentina) O juri ressalta a ousadia do filme que, na errância de seus personagens, faz da instabilidade um recurso expressivo e investe numa liberdade formal sem concessões. (texto do júri)
Melhores curtas - Parmi Nous (dir. Clément Cogitore, França) O júri foi sensível ao modo como o filme reescreve o imigrante enquanto ator político, ao devolver-lhe a palavra; e à forma original com que trata da questão das fronteiras, entre o medo e o sonho. (texto do júri)
- Die Frau dês Fotografen (dir. Philip Widmann, Karsten Krause, Alemanha) O júri reconhece a habilidade do filme de discorrer sobre as complexas relações entre tempo e memória, vida e imagem, corpo e paisagem, mulher e desejo, em sua incursão por um arquivo pessoal e íntimo. (texto do júri)
- Les Navets Blancs Empechent de Dormir (dir. Rachel Lang, França) O júri apreciou a economia expressiva das situações e a consistência e complexidade das personagens que, apanhadas em impasses afetivos, assumem suas rupturas e escolhas. (texto do júri) |