| Apresentação |
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É gratificante constatar que o Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, em sua 13ª edição, se consolidou como um espaço de exibição e difusão da produção contemporânea de filmes nacionais e internacionais e de estímulo à produção local. O grande número de inscritos este ano comprova a sua vocação para aglutinar e formar diversas gerações de cinéfilos, além de valorizar a produção artística e incentivar o intercâmbio cultural de artistas. Duas novidades desta edição nos enchem de alegria e merecem destaque: a Mostra Competitiva Minas e a Mostra Juventude, criadas com a proposta de fomentar ainda mais o setor em Minas Gerais. A Secretaria de Estado de Cultura sente-se honrada em garantir a realização de um evento que atende a um público singular, ávido por novidades. Eliane Parreiras
A 13ª edição do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte tem especial significado para a Fundação Clóvis Salgado. Neste ano, mais de 2500 filmes, brasileiros e estrangeiros, foram inscritos para participar do Festival. Esse número recorde de inscrições reafirma sua importância como um evento consolidado no calendário audiovisual brasileiro e o compromisso da Secretaria de Estado de Cultura na política voltada para a área em Minas Gerais. Ao longo de sua história, o Festival Internacional de Curtas difunde uma considerável parcela do que existe de mais importante na produção mundial de curta-metragem e solidifica a política do Cine Humberto Mauro focada na formação e reflexão do cinema no Estado e no Brasil. A sala, tradicionalmente, abre espaço a esse formato e nestes dias do Festival volta suas atenções, de maneira especial, para o universo do curta, contribuindo ainda mais para a sua difusão. Num tempo em que o maior acesso à produção cinematográfica se torna possível graças aos avanços tecnológicos, iniciativas como a do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, que tem entrada gratuita, vêm para somar e proporcionar ao público uma programação diversificada e de qualidade. Rafael Ciccarini Solanda Steckelberg
É uma grande alegria apresentar esta programação, resultado de um processo desafiador, extenuante e, acima de tudo, muito prazeroso, de mergulho profundo na mais recente produção internacional de curtas. Neste ano recebemos 2635 filmes, de 106 países. Tivemos assim o privilégio de acesso a parte significativa dos curtas-metragens que vêm sendo realizados em todo o mundo, bem como a responsabilidade da seleção. São muitas as boas opções e o processo traz em si algo de intrinsecamente cruel, já que, ao final, menos de 5% das obras inscritas são exibidas. Mas é isso, escolhas devem ser feitas e elas têm seu ônus e seu bônus. Nossa intenção maior é compartilhar os filmes, promovendo um recorte que permita às pessoas ter acesso àquilo que de mais vigoroso encontramos na produção contemporânea de curtas. Esperamos que o público compactue com a seleção apresentada e que seja, em alguma medida, impactado e transformado pelos filmes. As mostras foram cuidadosamente concebidas, reunindo curtas que evidenciam a força criativa do cinema atual. Além das exibições, o Festival busca também incentivar, cada vez mais, o debate e a reflexão e propiciar o contato entre o público e quem faz os filmes. Neste ano, pela primeira vez, os debates com os realizadores serão realizados na sequência das exibições das mostras competitivas, no próprio Cine Humberto Mauro. A intenção é ampliar a participação dos frequentadores nesses debates que, até o ano passado, vinham sendo realizados na tarde do dia seguinte à primeira exibição. Serão também realizadas sessões comentadas na mostra Cinema para Pensar. O curador Yann Beauvais, responsável pela programação, irá conversar com o público sobre os filmes após as exibições. Esta mostra é um desdobramento de uma oficina de introdução ao cinema experimental oferecida no Festival do ano passado. O objetivo é nos dar a ver um pouco mais da produção experimental de outras épocas, já que – tirantes essas e uma sessão com filmes do próprio Yann – todas as produções exibidas são do biênio 2010/2011. Outra novidade deste ano é a mostra Juventude, que busca aproximar ainda mais o público jovem do Festival, contribuindo para a formação de novas plateias e realizadores. Sabemos que muitos dos artistas que vêm despontando no cinema mineiro, na última década, tiveram seu contato inicial com o universo do curta-metragem por meio deste Festival, e é sempre prazeroso e recompensador constatar que as forças que vibram na tela acabam por repercutir em gestos de criação. Uma seleção da programação de 2011 seguirá em exibição ao longo de um ano, através de itinerâncias promovidas na própria capital mineira e também no interior do Estado, com o intuito de ampliar o acesso ao Festival. Mediante parcerias com prefeituras e instituições culturais, curtas da edição passada foram exibidos por 10 cidades e diversos espaços de BH. A intenção é que essa ação seja continuada e ampliada, contribuindo para uma circulação cada vez maior do curta metragem. O Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte segue assim cumprindo um importante papel na difusão de filmes e na formação de público. Estão todos convidados a, mais uma vez, participar desta experiência. Daniel Queiroz |