Debate – Arte e Arte(s) Negra(s)

Cinema, Teatro e Artes Plásticas

EXIBIÇÃO

Dia: 16/08/2018 até 16/08/2018Horário: 21h00 às 22h30*Já realizado

Iluminado pelos filmes e textos da mostra Cinema Negro: Capítulos de uma história fragmentada, o debate pretende estabelecer um diálogo entre as questões comuns de pessoas negras – do campo da criação e da reflexão – em diferentes expressões artísticas.

De que forma o específico negro se faz presente? Que negociações estão envolvidas entre o particular – “negro” – e o abrangente – “arte”? Qual a influência que paradigmas como “forma” e “tema” ainda têm no Brasil de 2018? O que se entende por arte negra? Quais expectativas existem, de negros e de brancos, em relação a quais formas artísticas a pessoa negra deve privilegiar? O engajamento é algo intrínseco? Que potências residem na presença do corpo e da corporeidade?

 

convidados(as):
Hélio Menezes, Kênia Freitas,
Marcos Alexandre e Soraya Martins
mediação:
Heitor Augusto


Hélio Menezes é mestre e doutorando em Antropologia Social pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade de São Paulo. É pesquisador do Núcleo de Estudos dos Marcadores Sociais da Diferença (NUMAS/USP) e do Núcleo Etno-História (USP). Atua como curador independente e tem desenvolvido reflexões sobre arte afro-brasileira, antropologia da imagem, museus, arte e ativismo em artigos e cursos. É também um dos curadores da exposição Histórias Afro-Atlânticas (MASP e Instituto Tomie Ohtake, 2018). Ministrou os cursos A Presença Negra na Arte Brasileira: entre políticas de representação e espaços de representatividade (MASP), Artes e Artistas Afro-brasileiros: definições em disputa e estudos de caso (UNIFESP), Imagens de Brasil: arte, raça e gênero na formação da identidade nacional (Ponto de Cultura Fazenda da Juta), entre outros.

 

Kênia Freitas é pós-doutoranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UNESP. Doutora em Comunicação e Cultura, pela UFRJ. Mestre em Multimeios, pela Unicamp. Formada em Comunicação Social/Jornalismo, pela UFES. Realizou a curadoria das mostras Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica (Caixa Belas Artes/SP, 2015), A Magia da Mulher Negra (Sesc Belenzinho/SP, 2017) e Diretoras Negras no Cinema Brasileiro (Caixa Cultural/DF e RJ, 2017; Sesc Palladium/MG, 2018). Escreve críticas para o site Multiplot! e integra o Elviras (Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema).

 

Marcos Alexandre é doutor em Letras pela UFMG e bolsista do CNPq. Professor Associado de graduação e pós-graduação em Letras da UFMG, e também atua na graduação em Teatro. Realizou pesquisas de pós-doutorado sobre Cultura e Teatro Negro no Instituto Superior de Arte, em Havana (Cuba), e no Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas (PPGAC) da UFBA; e sobre Performances e Alteridades no Hemispheric Institute of Performance and Politics, na Universidade de Nova York, e no PPGAC da UNIRIO.  Atualmente é coordenador do Centro de Estudos Africanos, além de coordenar o Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade (NEIA) e integrar o Mayombe Grupo de Teatro desde sua fundação, em 1995. É crítico colaborador do site Horizonte da Cena e desenvolve pesquisas sobre Literaturas Hispânicas, Performances, Rituais Afro-brasileiros, Teatro Negro e Teatro Latino-americano.

 

Soraya Martins é doutoranda em Literaturas de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Mestre em Estudos Literários pela FALE/UFMG e graduada em Letras pela mesma universidade. Atriz formada pelo Teatro Universitário da UFMG, cursou Semiologia do Teatro no Dipartimento di Musica e Spettacolo dell´Università di Bologna, Itália. Desde 2005, atua como atriz e pesquisadora do teatro negro brasileiro. Escreve crítica para teatro no projeto segundaPRETA e no site Horizonte da Cena. Realizou trabalhos realizados junto a diversos grupos de teatro, entre eles, o Grupo Espanca!, com o espetáculo Passaarão. É uma das curadoras do Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte (FIT-BH, 2018).