intervenção artística :: PAPIAMENTO

exibição :: 28/10 a 30/10 :: 20h


PAPIAMENTO
(Brasil/Cabo Verde, 2020, 13′)

PAPIAMENTO é um dos desdobramentos do PROJETO ATLÂNTICOS, trata-se de um filme-ìpàdé que parte da produção de “imagens-ẹbọ“. Um papiamento entre dois corpos. Sobre o tempo de entendimento. Como nos conectar utilizando das tecnologias de nossa ancestralidade através do som da dança e do corpo.

 

 “Nesse ẹbọ coloco o meu àṣẹ


PROJETO ATLÂNTICOS é uma série de trabalhos performáticos que investiga o corpo enquanto um território existencial produzido a partir de estruturas históricas, bioquímicas, travessias e memórias ancestrais e também a partir de invenções e persistências contemporâneas. O projeto investiga o percurso do corpo como arquivo corrompido, partindo das relações ancestrais e a trajetória do artista, propondo uma discussão em relação à construção de identidade e suas lacunas.

 

“Para constituir o mundo que nos é comum, será preciso restituir àqueles e àquelas que foram submetidos a processos de abstração e de coisificação na história a parte de humanidade que lhes foi roubada. Nessa perspectiva, o conceito de reparação, além de categoria econômica, remete ao processo de recomposição das partes que foram amputadas, a reparação dos laços que foram rompidos, o reinício do jogo de reciprocidade sem o qual não pode haver elevação em humanidade” (Mbembe, 2018)

 

Em 2019, Felipe Oládélè esteve em Cabo Verde, com passagens nas ilhas de São Vicente, Ilha do Sal e Santo Antão. Um encontro de um atlântico real com um atlântico singular. A busca transatlântica da memória como persistência e invenção. A experiência ao conhecer um território pela primeira vez integra uma das pulsões para a construção da dramaturgia corporal e textual dos trabalhos a serem desenvolvidos no Projeto Atlânticos.

 

Felipe, que nos últimos anos desenvolve sua pesquisa entre teatro, dança e performance a partir do corpo-diaspórico, vem expandindo seu trabalho através dessas linguagens em espetáculos como “Chão de Pequenos” e a performance “invisibilidade social“, ambos da Companhia Negra de Teatro, e também no espetáculo “PRETO” da Companhia Brasileira de Teatro, dirigida por Marcio Abreu. Através destes trabalhos, Felipe cruza sua trajetória à do artista António Tavares, que também dialoga com o hibridismo de linguagens performáticas  somando com suas vivências e experiências do outro lado do Atlântico.

 

concepção de Felipe Oládélè
em diálogo com a obra “Kmêdeus” de António Tavares

 

Ficha Técnica

direção Felipe Oládélè
roteiro Martha Kiss Perrone e Felipe Oládélè
performers António Tavares e Felipe Oládélè
trilha sonora original Felipe Storino
montagem Henrique Marques
interlocuções artísticas Clóvis Domingos
fotografia Martha Kiss Perrone (Brasil), Nuno Miranda (Cabo Verde)
colaboração Mariana Gonçalves dos Santos, Maria Clara Aparecida dos Santos
produção Felipe Oládélè (Brasil), Miriam Simas Tavares (Cabo Verde)

 

filme “Kmedeus” – inspirado na performance de “Kmêdeus” de António Tavares
direção Nuno Miranda
produção Pedro Soulé

 

realização Projeto Atlânticos

 

contato felipeoladele@gmail.com