COMPETITIVA INTERNACIONAL

O Júri Oficial, composto por Carol Almeida, Eduardo Soares e Janaína Oliveira, concedeu a menção honrosa ao filme “Carolee, Barbara and Gunvnor”, de Lynne Sachs, e o prêmio oficial para “Palenque”, de Sebastián Pinzón Silva.


CAROLEE, BARBARA AND GUVNOR, de Lynne Sachs (09′, Estados Unidos, 2018)

MENÇÃO HONROSA – COMPETITIVA INTERNACIONAL
Um caminho que vai do gesto do encontro à sua manifestação estética por meio do domínio sobre as imagens, suas texturas e movimentos. Surge assim um filme que se coloca como uma outra possibilidade documental, trazendo paisagens humanas que se abrem a partir do contato direto entre uma diretora e três mulheres pioneiras para a história do cinema experimental. Por conseguir capturar as especificidades estéticas da obra de cada uma dessas mulheres em três cápsulas de imagens, a Menção Honrosa do Fest Curtas BH vai para Carolee, Barbara e Gunvor, de Lynne Sachs.


PALENQUE, de Sebastián Pinzón Silva (25′, Colômbia/Estados Unidos, 2017)

MELHOR FILME – COMPETITIVA INTERNACIONAL
Pela sofisticada elaboração de um deslocamento que é ao mesmo tempo musical e histórico, onde os espaços são construídos a partir da rítmica própria de uma comunidade que se tece na invenção cotidiana e na resistência, e pela habilidade de dar a ver esse universo com uma câmera que se torna um corpo íntimo das pessoas que segue, fazendo com que elas nos revelem o mapa afetivo de uma América Latina ainda desconhecida pela própria América Latina, o prêmio de melhor filme da Mostra Internacional do Fest Curtas BH vai para Palenque, de Sebastián Pinzón Silva.

O melhor filme de curta-metragem, escolhido pelo júri oficial recebe:

Prêmio de melhor curta-metragem de R$5.000,00
Troféu Capivara – 20º FESTCURTASBH


COMPETITIVA MINAS

O Júri Oficial, composto por Adyr Assumpção, Kênia Freitas e Rafael Parrode, concedeu o prêmio oficial para “Impermeável Pavio Curto”, de Higor Gomes.


IMPERMEÁVEL PAVIO CURTO, de Higor Gomes (20′, Sabará, 2018)

MELHOR FILME – COMPETITIVA MINAS
Pela coesão e coerência entre as propostas coletiva de realização e de construção narrativa do filme (tanto temática quanto estética), nós do Júri Minas premiamos o filme IMPERMEÁVEL, PAVIO CURTO. Destacando o trabalho entre o diretor Higor Gomes e as atrizes Kauane Tarcila e Juliana Floriano, na construção e encenação dos processos de transformação e passagem das personagens, ao mesmo tempo intensos e silenciosos.

O melhor filme de curta-metragem, escolhido pelo júri oficial recebe:

Prêmio de melhor curta-metragem de R$5.000,00
Troféu Capivara – 20º FESTCURTASBH
Prêmio Bil’s Cinema e Vídeo: Empréstimo de equipamento (kit câmera Sony4K por 4 diárias)
Prêmio Maré Áudio Criativo: 15h de mixagem 5.1
Prêmio SVOA: Pacote de acessibilidade para curta-metragem de até 40 minutos


COMPETITIVA BRASIL

O Júri Oficial, composto por Aaron Cutler, Akosua Adoma Owusu e Júnia Torres, concedeu a menção honrosa ao filme “Estamos Todos Aqui”, de Chico Santos e Rafael Mellim, e o prêmio oficial para “NoirBLUE – Deslocamentos de uma Dança”, de Ana Pi.


ESTAMOS TODOS AQUI, de Chico Santos e Rafael Mellim (20′, São Paulo, 2017/2018)

MENÇÃO HONROSA – COMPETITIVA BRASIL
Nós, os três membros do júri da Competitiva Brasileira da 20a edição do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, conferimos uma Menção Honrosa para um filme cuja construção híbrida, explicitada em cena, alia registros documentais do contexto e entrevistas (com moradores) à encenação de não atores e personagens ficcionais, roteirizados, compondo uma obra interessante do ponto de vista de sua construção formal. O filme também, de maneira comovente a partir de seu estilo, aborda temáticas relevantes para o tempo presente, como questões de gênero e sexualidade (destacando o protagonismo de uma mulher trans), a territorialidade e o direito à moradia, o contexto das ocupações e do enfrentamento da questão das desigualdades de classes e raciais que marcam profundamente a sociedade brasileira. A Menção Honrosa então vai para um importante filme-manifesto que dá voz à identidades oprimidas em nossos tempos: Estamos todos aqui, co-dirigido por Chico Santos e Rafael Mellim.

 


NOIRBLUE – DESLOCAMENTOS DE UMA DANÇA, de Ana Pi (27′, Minas Gerais, 2017)

MELHOR FILME – COMPETITIVA BRASIL
Agora, para o prêmio principal: Destacamos um filme que libera o ser através de dança, e também, através de uma mistura generosa de cores e movimentos que conectam o passado com o presente. Destacamos o gesto de como um filme de auto-representação, ensaístico, elaborado de uma perspectiva inteiramente subjetiva, em primeira pessoa, se articula à dimensão coletiva de uma maneira absolutamente inventiva, relacionando passado ao futuro. Ancestralidade buscada de forma ativa, presente no próprio deslocamento ao continente africano e, sobretudo, na presença de uma ontologia negra que situa a realizadora, presente no texto, em movimentos oníricos da dança (simultaneamente temporal e atemporal), em elementos da indumentária que ressoa de forma marcante ao longo desta obra que se relaciona a um futuro constituído pelo protagonismo do jovem negro.

Destacamos, também, a inventividade formal na organização dos elementos estéticos que compõem o filme, marcadamente a articulação entre um texto potente e poético, o uso do corpo humano em cena, das cores, compondo um estilo que rompe com as possibilidades de classificação de gêneros cinematográficos, escapando sem escapar, ao vídeo-dança ao videoclipe, ao documentário, ao filme diário, ao filme de viagem, ao ensaio pessoal. Um filme que coloca e envolve o espectador em uma sensibilidade especial, sem deixar de exigir dele um engajamento de pensamento.

Destacamos um filme capaz de conectar com diversos públicos, e uma obra que brilha na tela com relâmpagos de força, esperança e energia positiva. Destacamos, em voz unânime, o vencedor do prêmio de Melhor Curta-Metragem na Competitiva Brasileira: NOIRBLUE – Deslocamentos de uma dança, dirigido e estrelado por Ana Pi.

O melhor filme de curta-metragem, escolhido pelo júri oficial recebe:

Prêmio de melhor curta-metragem de R$5.000,00
Troféu Capivara – 20º FESTCURTASBH
Prêmio CTAv: Empréstimo de equipamento (kit câmera SI-2K por 2 semanas)
Prêmio Mistika Post: R$4.000,00 em serviços de pós-produção de imagem
Prêmio Cinecolor: 10h de mixagem 5.1


JÚRI POPULAR

O Júri Popular concedeu o prêmio de Melhor Filme para “NoirBLUE – Deslocamentos de uma Dança”, de Ana Pi.
NOIRBLUE – DESLOCAMENTOS DE UMA DANÇA, de Ana Pi (27′, Minas Gerais, 2017)

O melhor filme de curta-metragem, escolhido pelo júri popular recebe:

Troféu Capivara – 20º FESTCURTASBH
Prêmio CTAv: 20h de mixagem 5.1
Prêmio Mistika Post: R$4.000,00 em serviços de pós-produção de imagem
Prêmio Cinecolor: 01 encoder DCP 2D aberto
Prêmio SVOA: Pacote de acessibilidade para curta-metragem de até 40 minutos