Conheça os curtas premiados pelo Júri Oficial e Júri Popular do 21º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte.

    COMPETITIVA INTERNACIONAL    
O Júri Oficial, composto por Kênia Freitas, Mariana Mól Gonçalves e Mateus Araújo, concedeu o prêmio oficial para o filme “Sojourner”, de Cauleen Smith.


SOJOURNER, de Cauleen Smith (23′, Estados Unidos, 2018)

    MELHOR FILME     
    COMPETITIVA INTERNACIONAL     

O Júri da Mostra Competitiva Internacional decidiu atribuir o prêmio de melhor curta para “Soujourner”, de Cauleen Smith. Um filme que inventa a sua forma ao reorganizar de modo transepocal a história das lutas feministas negras recolhidas em espaços e temos distintos. Sojourner aponta para o futuro num gesto propositivo de criar formas coletivas de estar e ocupar o mundo..

O melhor filme de curta-metragem, escolhido pelo júri oficial recebe:
Troféu Capivara – 20º FestCurtasBH & Prêmio de melhor Curta-metragem no valor de R$5.000,00


    COMPETITIVA MINAS    
O Júri Oficial, composto por Clarisse Alvarenga, Juliano Gomes e Soraya Martins, concedeu o prêmio oficial para o filme “Como Se o Céu Fosse Oceano”, de Breno Henrique.


COMO SE O CÉU FOSSE OCEANO, de Breno Henrique (18′, Belo Horizonte, 2018)

    MELHOR FILME     
    COMPETITIVA MINAS     
Pela maneira com que esboços de tempo e espaço,  filtrados por singularidades, reconfiguram a urbanidade. Por encenar embates materiais e simbólicos, sobretudo via texto e montagem. E pela construção de um espaço comum mas não  igual, que  semeia fabulações, em registros variados,  criando futuros no agora, o filme premiado pelo Júri da Mostra Minas é “Como se o céu fosse oceano” de Breno Henrique.

O melhor filme de curta-metragem, escolhido pelo júri oficial recebe:
Troféu Capivara – 20º FestCurtasBH & Prêmio de melhor Curta-metragem no valor de R$5.000,00
Prêmio Bil’s Cinema e Vídeo – Empréstimo de equipamento digital (4 diárias de Kit Câmera Sony α7S II)
Prêmio Maré Áudio Criativo – 15h de mixagem de som em 5.1 surround
Prêmio SVOA – Pacote de acessibilidade para curta-metragem de até 40 minutos


    COMPETITIVA BRASIL   
O Júri Oficial, composto por Carla Italiano, Clara Moreira e Christopher Harris, concedeu a menção honrosa ao filme “Sete Anos em Maio”de Affonso Uchôa, e o prêmio oficial para o filme “NEGRUM3”, de Diego Paulino.


SETE ANOS EM MAIO, de Affonso Uchôa (42′, Minas Gerais – Brasil/Argentina, 2019)

    MENÇÃO HONROSA     
    COMPETITIVA BRASIL     
Nesse 7 de setembro, dia simbólico para se lançar um olhar sobre o Brasil de ontem e hoje, e quem sabe de amanhã, é significativo estarmos aqui reunidxs para fazer um balanço da mostra competitiva brasileira desse ano. Uma mostra que nos revelou um mosaico potente de imagens, corpos e histórias que elaboram, cada um a seu modo, modos diferentes de estar no mundo a partir do signo da resistência. Assim, queremos destacar a presença de tantos filmes formalmente inventivos e politicamente engajados, que interpelam esse contexto histórico brasileiro desolador com tamanhas força e coragem. A mostra brasileira trouxe um recorte que talvez seja pequeno, mas é certamente bastante revelador da importância do cinema brasileiro independente hoje em meio a um projeto político que consegue ver na sua frente apenas a destruição. Os filmes que vimos nos últimos três dias e as pessoas que o fizeram, tanto à frente quanto atrás das câmeras, estão aqui justamente pra dizer “não”, não se trata de destruição, e sim de potência criativa, de vida.

Mas antes de anunciar o prêmio da mostra competitiva, gostaríamos de fazer uma menção honrosa. É para um filme que nos tocou pela maneira como transita entre vida e filme, usando o cinema como resposta possível para um trauma de violência que não é só individual, mas coletivo, sobretudo nas periferias urbanas do país. Pelos quase dez anos de trajetórias e afetos que se
materializam em filme, e pelo impressionante domínio da linguagem cinematográfica fazemos uma menção honrosa a “Sete anos em maio”, de Affonso Uchôa.

 


NEGRUM3, de Diego Paulino (22′, São Paulo, 2018)

    MELHOR FILME     
    COMPETITIVA BRASIL     
Agora, ao prêmio. Em meio a esse panorama diverso e vigoroso, um filme se destacou pela força de sua afirmação frente às distopias do presente. Reconhecendo um presente em constante metamorfose, que se multiplica pelas cidades brasileiras, o filme identifica a presença insistente de um passado colonial, segregador, racista que se faz cada dia mais presente. Um filme que encontra nos corpos dissidentes e insubmissos o caminho para fabulação de um outro futuro possível. O prêmio de melhor curta-metragem da mostra competitiva brasileira vai para “Negrum3”, de Diego Paulino.

O melhor filme de curta-metragem, escolhido pelo júri oficial recebe:
Troféu Capivara – 20º FestCurtasBH & Prêmio de melhor Curta-metragem no valor de R$5.000,00
Prêmio CTAv – Empréstimo de equipamento digital (2 semanas de Kit Câmera SI-2K)
Prêmio Mistika Post – R$4.000,00 em serviços de pós-produção de imagem
Prêmio Cinecolor – 10h de mixagem de som em 5.1 surround


    MELHOR FILME     
    JÚRI POPULAR    
O Júri Popular concedeu o prêmio de Melhor Filme para “Ângela” de Marília Nogueira.


ÂNGELA
, de Marília Nogueira (14′, Azurita – Minas Gerais, 2019)

O melhor filme de curta-metragem, escolhido pelo júri popular recebe:
Troféu Capivara – 20º FestCurtasBH
Prêmio Cinecolor – 01 encode DCP 2D aberto
Prêmio CTAv – 20h de mixagem de som em 5.1 surround
Prêmio SVOA – Pacote de acessibilidade para curta-metragem de até 40 minutos